Di.ci.o.ná.ri.o

Cláudio Moreno tenta combater"[...] a idéia ingênua de que o dicionário seja o repositório de todas as palavras existentes de nossa língua, uma espécie de cartório de registro de nascimentos onde os falantes podem conferir a existência ou não de um vocábulo. Nada mais falso; um dicionário é apenas uma seleção dos vocábulos que o seu autor considera mais importantes neste momento." [grifo meu]

Bom, doutor, se me permite: eu sou o autor e depois de uma série de complicações tentando definir meus termos e me fazer entender, achei que era a hora de embaçar tudo de vez.

3 de novembro de 2008

Hospício, Sanatório, Hospital

As palavras aí em cima têm proximidades e distâncias. E, como todos sabemos, têm também pouca confusão em seu uso corrente. Então por que dar pitaco no que não tem lá tanta confusão? Bem, todos sabemos que é divertido dar pitaco.


Primeiro: não é exatamente muito clara a distinção das palavras. Pelo menos as duas primeiras. A idéia que tínhamos eu, o porteiro da faculdade e uma colega diferia em muito. Na hora em que o problema surgiu, eu já fui nos radicais. Sanar e hopitalidade. O hospício, segundo a colega, portando, era a hospitalidade dos vícios. E a gente sabe que vício não é exatamente ligado a narcóticos. Principalmente você, aí, cutucando o nariz. O Houaiss difere os dois primeiros em relação ao modo de tratamento. O primeiro como abrigo. O segundo como repouso.
Pra quem viu Bicho de Sete Cabeças, sabe que não há nada de abrigo e repouso no atual tratamento de pacientes mentais. A coisa é muito mais invasiva e agressiva que as idéias bonitas que a gente tem.
Bom, quando eu faço a piada de que alguém que me abrigou foi extremamente 'hospitalar'... isso acaba sendo um simples desvio nas idéias. E tem mais. Tem sido tão sanatório o meu convívio com loucos, que ouso dizer que meus comparsas têm sido, em sua hospitalidade, não hospitalares, mas hospiciais.

Um comentário:

junior disse...

It's lobotomy time!