Di.ci.o.ná.ri.o

Cláudio Moreno tenta combater"[...] a idéia ingênua de que o dicionário seja o repositório de todas as palavras existentes de nossa língua, uma espécie de cartório de registro de nascimentos onde os falantes podem conferir a existência ou não de um vocábulo. Nada mais falso; um dicionário é apenas uma seleção dos vocábulos que o seu autor considera mais importantes neste momento." [grifo meu]

Bom, doutor, se me permite: eu sou o autor e depois de uma série de complicações tentando definir meus termos e me fazer entender, achei que era a hora de embaçar tudo de vez.

21 de dezembro de 2007

Es.tó.ri.a. Narrativa.
Palavras têm história. Esta não foge e Cláudio Moreno explica melhor.

Pros que estão preguiçosos, digo simplesmente que
lá fora alguns afortunados têm palavras diferentes pra uma simples narrativa e
pro estudo do passado; coisa que, segundo o doutor, não dispomos nesta
'pindorama'

Agora: a coisa existe e não podemos negar. E tem um monte delas que acabam recicladas ao invés de simplesmente tornadas lixo ocupando espaço e gerando controvérsia. Isso por que enquanto houver desavisados contando estórias, haverá incompatibilidade com o escrever corrente. Um ranger de dentes que se pode evitar pela reciclagem.

Não que seja já uma prática consagrada dos colegas falantes, mas é uma tendência que merece atenção. Vejo pelos cantos de pessoas mais espirituosas uns usos cômicos de coisas que ficaram por muito tempo no index dos será-que-é-certos e acabou no lixo. Gerúndios e a-nível-des são às vezes usados pra quebrar o gelo, em coisas como: A nível de podermos estarmos começando...

O cômico é uma saída até que simples. Mantenha o erro, mas com uma risadinha depois. O problema é que isso aí é do falar. E o falar de estória, como de espada e escola, carlaperezeando, começa com i! (O doutor Moreno também fala disso lá no link. Clica logo ô preguiça!) A reciclagem tem, então, que ir pro escrito.

Como? Não sei... me ajuda?

Defina seus termos ou embace-os de vez!

Nenhum comentário: