Di.ci.o.ná.ri.o

Cláudio Moreno tenta combater"[...] a idéia ingênua de que o dicionário seja o repositório de todas as palavras existentes de nossa língua, uma espécie de cartório de registro de nascimentos onde os falantes podem conferir a existência ou não de um vocábulo. Nada mais falso; um dicionário é apenas uma seleção dos vocábulos que o seu autor considera mais importantes neste momento." [grifo meu]

Bom, doutor, se me permite: eu sou o autor e depois de uma série de complicações tentando definir meus termos e me fazer entender, achei que era a hora de embaçar tudo de vez.

11 de maio de 2008

Ascepção ligeira


Aqueles maneirismos que a gente acha que nunca serão passados ao papel. Que a gente acha que ficarão na boca do povo até ficar mais por fora que umbigo de chacrete,* por vezes surpreendem e são escritos:

– Bom dia. Um pingado e um misto sem maionese ** por favor.
– Já sai, moço.

[minutos depois: a conta. leio: fica 2,1o o misto e 1,20 o pingado, daí]

* "Falar que algo é 'jóia' está mais por fora que umbigo de cacrete". Ricardo Rizek em uma de suas inestimáveis aulas.
** Maneirismos gastronômicos: A maionese [ao invés da – na minha visão, obrigatória] manteiga, tem gente por aqui que põe maionese não só no misto quente, mas em tudo. Outro: se peço um café, 92,3% das atendentes de padocas de Curitiba ouvem café com leite.

Defina... ou embace...

Um comentário:

Lena disse...

Dai não era de Daiane, a atendente???

Sabe, algumas lachonetes pagam comissão por atendimento...

A propósito... o "ein" paulista também é um porre. Dá calafrios e embrulho no estômago.

Me inteiiindi???